Inbound Marketing: o que você precisa saber para atrair clientes

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Em seu livro O futuro não é mais o mesmo, o escritor Seth Godin diz que “o marketing que funciona é aquele no qual as pessoas escolhem prestar atenção.” Sem querer, o autor já falava sobre um conceito fundamental do Inbound Marketing, termo que só seria inventado anos depois.

Basicamente, a estratégia consiste em oferecer conteúdo útil antes de oferecer produtos. Resolver problemas antes de vender. Dialogar com o consumidor antes de fechar negócio.

Com a internet e as redes sociais, investir em Inbound Marketing tem sido a melhor forma de chegar ao público, criar conexões entre clientes e marcas e fidelizar consumidores.

Neste artigo, você entenderá como funciona essa metodologia, no que ela está baseada e como é aplicada na prática.

O que é Inbound Marketing?

Também conhecido como marketing de atração, novo marketing ou marketing de entrada, o Inbound Marketing é uma estratégia que objetiva conquistar a atenção das pessoas e fazer com que seus potenciais clientes encontrem e entrem em contato com sua empresa.

Alguns estudiosos afirmam que a metodologia Inbound é baseada em 3 pilares: marketing de conteúdo, SEO (search engine optimization) e estratégias em mídias sociais. Porém, estratégias Inbound podem ser construídas de inúmeras formas. Isso dependerá do seu mercado, da sua persona e da criatividade de quem planeja as ações.

Diferentemente do marketing tradicional (também chamado de Outbound marketing), o Inbound é sobre ouvir e não apenas sobre dizer. O grande diferencial da metodologia é entender que todas as empresas são compostas por pessoas e que todas as pessoas têm algum problema que querem resolver.

Dessa forma, o novo marketing é totalmente baseado nas necessidades dos seus potenciais clientes. Antes de falar de si própria, a empresa precisa gerar conexão com o consumidor e entender de qual maneira pode ajudá-lo para, então, vender.

Origem

Com uma boa trajetória em vendas, Brian Halligan, fundador e CEO da HubSpot, percebeu que a maioria das empresas usavam sempre as mesmas técnicas para conquistar mais clientes: faziam cold calls, anúncios e listas de emails. E o que essas estratégias tinham em comum? Elas sempre interrompiam as pessoas e geravam pouco ou nenhum valor para quem as via. Além disso, outro padrão comum entre essas ações era o baixo resultado gerado em marketing e vendas.

Dharmesh Shah (cofundador da HubSpot) e Brian Halligan entenderam que era preciso inovar. Eles compreenderam que era necessário inverter a lógica, deixar de interromper as pessoas e conquistar a atenção delas. E que provavelmente produzir e oferecer conteúdo de qualidade fosse a melhor estratégia.

Então, eles cunharam o termo Inbound Marketing e lançaram um software que permite automatizar as ações de marketing digital. Com isso, criaram mais que uma ferramenta.

Eles mudaram a forma como as empresas se comunicam e fazem negócios.

Em 2009, o termo Inbound Marketing ficou mais conhecido devido ao lançamento do livro Inbound Marketing: Seja Encontrado usando o Google, a Mídia Social e os Blogs, escrito pelos fundadores da HubSpot.

Outbound x Inbound Marketing: entenda as diferenças

Se você chegou até aqui, deve ter percebido que muita coisa precisa mudar na forma como aprendemos e fazemos marketing. Quando analisamos as estratégias usadas pela maior parte das empresas, percebemos um esforço enorme para falar com as pessoas.

Anúncios caros na TV, outdoor com mensagens que poucos leem, interrupções quando assistimos aos nossos programas favoritos, panfletos que temos horror em receber, entre outras ações. Todo esse esforço, muitas vezes, provoca uma fuga por parte do consumidor, que busca se distanciar desse tipo de ação.

No marketing tradicional (outbound), temos basicamente a empresa prospectando clientes. Já no Inbound, é o cliente quem busca a empresa. Parece mágico, mas esse é o princípio do novo marketing: atrair e fidelizar consumidores.

Para entender melhor essas diferenças fizemos o comparativo abaixo:

Inbound

Outbound

Permissão

Interrupção

Conteúdo, SEO e mídias sociais

Cold calls, listas de emails, anúncios em geral

Conteúdo relevante para a persona

Conteúdos falando sobre o produto/serviço ou sobre a empresa

Estratégias diferentes para cada etapa do funil

As ações são fundo de funil

A grande sacada da metodologia Inbound é considerar que o mais importante são as pessoas e não os produtos ou serviços.

Conseguir o tempo e a atenção dos consumidores tem se tornado algo desafiador, afinal, vivemos na era da informação e do acesso. A maioria de nós vive a sensação de que tem pouco tempo e que está sobrecarregado.

Então, imagine disputar a atenção de consumidores que têm de se dividir entre as informações do trabalho, as notícias do mundo, as atualizações de sua área de atuação, as novidades da família que são compartilhadas instantaneamente no grupo do WhatsApp… Sim, é uma profusão de informações! Não parece ser muito fácil conquistar a atenção das pessoas com tanto conteúdo circulando.

Com essa sobrecarga de dados, as pessoas têm ficado insensíveis às mensagens que recebem e, com isso, tendem a filtrar aquilo que consideram mais relevante. E aqui é que está a grande mudança: é a pessoa quem decide qual conteúdo quer consumir.

Talvez, você esteja se perguntando como a metodologia do Inbound Marketing consegue atrair a atenção das pessoas? Para responder a essa pergunta, precisaremos explicar as etapas do Inbound.

Quais são as etapas do Inbound Marketing?

O Inbound Marketing é composto por 5 etapas que se complementan: atrair, converter, relacionar, vender e analisar. Essas etapas compõem o que chamamos de funil de vendas, que é o caminho que cada lead percorre até se tornar um cliente.

Para conseguir resultados consistentes, é preciso estruturar muito bem cada uma delas. Entenda como funciona cada estágio desse processo:

1. Atrair

O objetivo desta etapa é fazer com que potenciais clientes interajam com a sua marca. Tal interação pode acontecer por diversos canais, sendo o blog o mais comum na metodologia Inbound.

Esta etapa consiste em atrair os potenciais clientes ao site da empresa por meio de um conteúdo relevante, que gere valor à persona.

Portanto, em vez de interromper as pessoas com propagandas, a estratégia aqui é fazer com que elas se interessem pelo que sua marca tem a dizer.

A consequência é a atração de um público envolvido com a empresa e, por isso, predisposto a comprar o produto ou contratar o serviço, por já haver demonstrado interesse no assunto.

2. Converter

Depois do primeiro contato com a marca, na etapa da atração, o potencial cliente deve ser convertido em um lead.

No vocabulário do Inbound Marketing, lead é aquela pessoa que já interagiu com a marca e esteve disposta a fornecer informações pessoais e de contato em troca de algum benefício oferecido pela empresa.

Esse benefício, geralmente, é a oferta de um conteúdo mais rico, com objetivo de engajar ainda mais o potencial cliente. Pode ser um e-book, um webinar, um teste gratuito, etc.

3. Relacionar

Depois que o potencial cliente tornou-se um lead, é preciso investir no relacionamento para que a pessoa continue interagindo com a marca.

Uma das formas de fazer isso é por meio do e-mail marketing. A partir de listas de e-mails segmentadas, é possível atingir um público qualificado, considerando seus interesses e seu estágio na jornada do consumidor.

O objetivo desta etapa, portanto, é manter o lead engajado com a empresa, nutrindo essa relação por meio de newsletters, ofertas exclusivas, ofertas de mais conteúdo, etc.

4. Vender

O objetivo de todo processo de marketing é a venda. Com a metodologia Inbound não poderia ser diferente. A diferença é apenas o processo pelo qual o cliente passa antes de chegar a esta etapa.

Dependendo do modelo de negócio, a venda pode ocorrer no próprio ambiente online. Em outros casos, será necessário que um vendedor entre em contato com o cliente para fechar negócio.

Por estar focada na jornada do consumidor, a metodologia Inbound Marketing permite avaliar o estágio em que o cliente se encontra e saber, exatamente, qual o melhor momento para que a venda seja concretizada.

5. Analisar

A última etapa de todo processo de Inbound Marketing é a análise. A metodologia permite que os resultados sejam avaliados com exatidão, fornecendo um relatório completo em que é possível mensurar o retorno sobre investimento (ROI).

A análise também fornece dados concretos para voltar a nutrir o processo, desde a primeira etapa. É possível avaliar os resultados obtidos em cada estágio, identificar padrões e otimizar as ações para obter resultados ainda melhores.

Hoje, existem plataformas desenvolvidas exclusivamente para análises de Inbound Marketing, o que permite avaliações ainda mais precisas.

Como você pode ver, cada uma das etapas do funil é essencial para a conversão de um visitante em uma venda. Na etapa de atração, o visitante chega até o seu site ou blog, demonstra interesse em alguma oferta e se converte em lead, é nutrido e qualificado e se converte em oportunidade, e entra no processo comercial para se tornar uma venda.

Depois de fechada a venda, analisamos as métricas mais importantes de cada etapa e avaliamos se o processo está operando positivamente e onde podemos melhorar para escalar a operação.

Observe um esquema de funil de vendas na imagem abaixo:

Funil de vendas inbound marketing

Os benefícios do Inbound Marketing

Investir em Inbound Marketing é investir em uma estratégia inteligente para conquistar clientes inteligentes. A metodologia atende às mudanças no comportamento do consumidor, que, gradativamente, busca mais informações antes de decidir pela compra.

Entre os benefícios de aplicar essa estratégia ao seu negócio está a possibilidade de mensurar seus resultados de forma bastante assertiva. Por ser baseado no ambiente online, o Inbound Marketing permite analisar métricas como número de cliques e conversões.

Essa análise indicará, principalmente, o retorno sobre investimento (ROI). Os dados obtidos também guiarão ações futuras. Isso porque, a cada conteúdo publicado, será possível compreender melhor o comportamento e os interesses do consumidor.

E não para por aí. Uma boa estratégia de Inbound Marketing, combinada às ações de SEO (Search Engine Optimization), garantirá um bom ranqueamento nos mecanismos de busca.

Dessa forma, quando um cliente pesquisar por seu produto ou serviço na internet, o conteúdo de sua empresa aparecerá entre os primeiros resultados.

O que é Inbound Sales?

Quem já recebeu uma ligação com oferta de algum produto ou serviço sabe que raramente a compra se concretiza. Isso porque as chamadas cold calls (ou ligações frias) costumam interromper o consumidor para ofertar algo no qual ele não está interessado.

Essa é apenas uma das várias estratégias de interrupção do marketing tradicional. Na metodologia Inbound, o processo é inverso. A estratégia está focada em oferecer soluções para os problemas do cliente para, depois, vender o produto.

É por isso que o Inbound Sales – ou seja, o processo de vendas atrelado ao Inbound Marketing – é totalmente baseado na jornada do consumidor. Essa estratégia busca compreender o estágio em que cada cliente se encontra, a fim de saber o momento exato para que a venda seja concretizada.

A jornada do consumidor é dividida em quatro etapas. São elas:

  • aprendizado e descoberta – é a primeira fase da jornada de compra. Nela, o consumidor ainda não percebeu que tem um problema, tampouco que precisa de um produto ou serviço para resolvê-lo;
  • reconhecimento do problema – aqui o consumidor já reconheceu que tem um problema e passa a buscar maneiras de solucioná-lo;
  • consideração da solução – depois de pesquisar, o consumidor passa a analisar maneiras de resolver o problema. Nesta fase, o que ele quer é encontrar a melhor opção entre as disponíveis no mercado;
  • decisão – é o momento da compra. Depois de considerar todas as variáveis, o consumidor, finalmente, fecha negócio.

Quais empresas podem usar Inbound Marketing como estratégia digital?

O Inbound Marketing pode ser utilizado tanto por empresas de pequeno porte – como comércios locais – até por aquelas de grande porte – como multinacionais.

Uma vantagem para os pequenos e médios negócios é que a estratégia pode ser facilmente adaptada à realidade financeira da empresa. Portanto, é possível aplicar a metodologia sem investir muito e, ainda assim, obter retorno sobre esse investimento.

Isso é possível porque a estratégia é baseada no ambiente online. Então, os custos para manter um site, um blog ou um perfil ativo nas redes sociais são bem menores do que para fazer um comercial na TV, no rádio, um outdoor ou folders e malas diretas.

Além disso, as campanhas na internet são mais assertivas do que nos meios de comunicação tradicionais. Os motivos são a capacidade de segmentação do público e a possibilidade de criar um relacionamento com o consumidor.

Para empresas com times de marketing mais enxutos e/ou mais tradicionais, o apoio de agências especializadas é fundamental para a estratégia de Inbound Marketing funcionar. Muitas vezes, essas empresas enfrentam muita dificuldade para se adaptar às novidades do mundo digital, e os times não conseguem se educar na velocidade necessária para começar a mudança.

Por isso, não se preocupe se sua empresa anda parada no tempo quando o assunto é marketing: com o apoio adequado e uma estratégia bem amarrada, o Inbound Marketing pode transformar seus resultados!

Inbound Marketing para empresas B2B

Hoje, o consumidor busca entender a totalidade de um produto ou serviço antes de tomar a decisão de compra. O mesmo comportamento aplica-se às empresas que fecham negócios com outras empresas.

Segundo pesquisa da CEB Global, até 70% dos clientes B2B (Business To Business) realizam pesquisas na internet antes do primeiro contato de venda.

No caso de vendas complexas, de jornada de compra longa e ticket médio alto, esse perfil se faz ainda mais verdadeiro. O lead precisa estar muito educado e maduro antes de fechar a venda, e o Inbound Marketing pode ajudar muito nesse processo. Através da automatização do relacionamento, os leads percorrem o funil sem muito custo para a empresa, pois não é necessário que um funcionário ou equipe o acompanhe o tempo inteiro.

Assim, o lead é educado no seu próprio tempo, e à medida em que se qualifica e demonstra interesse pela solução oferecida, a equipe comercial pode iniciar sua aproximação.

A estratégia de Inbound Marketing para essas empresas segue o mesmo princípio usado para outros tipos de negócio. O que muda aqui é a persona com quem o conteúdo produzido dialogará.

Em negócios B2C (Business To Commerce) a persona é o consumidor final. O conteúdo aborda questões pessoais e é geralmente focado em resolver problemas cotidianos.

Já em negócios B2B, a persona é quem é responsável ou influencia decisões de compra nas empresas. Portanto, o conteúdo deve ser focado no mundo corporativo, levantando questões estratégicas e trazendo soluções para diminuir os custos e aumentar os lucros das empresas.

Por isso, é importante conhecer muito bem não apenas a persona, mas também a cultura das empresas com quem esse conteúdo conversará.

Quando fazer internamente e quando contratar uma agência

Uma dúvida de quem opta pelo Inbound Marketing é se é melhor ter uma equipe interna ou contratar uma agência. E, na verdade, não existe resposta pronta. Tudo dependerá dos objetivos e das possibilidades da empresa.

Ao optar por por fazer internamente, é preciso levar em conta o tempo e o dinheiro que será investido. A empresa pode treinar funcionários antigos ou contratar novos talentos para a função. A opção é interessante para grandes negócios, com uma alta demanda, que já têm algum conhecimento sobre Inbound Marketing e sentem a necessidade de ter profissionais com dedicação total.

As empresas que escolhem contratar uma agência Inbound, por sua vez, ganham um time de especialistas dedicados à estratégia e a execução, o que poderia representar um custo muito alto se a empresa optasse por estruturar um time interno. Além disso, o Marketing Digital está em constante atualização, e muitas vezes os funcionários de um departamento de Marketing tradicional não conseguem estudar e aprender para gerar resultados no tempo em que a empresa precisa. Com uma equipe especializada, você ganha muito mais em performance e agilidade.

Métricas de Inbound Marketing

Taxa de conversão de visitantes em leads

Acompanhar o número de visitantes no seu site ou blog não é suficiente. Afinal, o primeiro passo do funil de vendas de Inbound é atrair o visitante, mas a principal ação dessa etapa é a conversão do visitante em lead.

Um visitante se torna lead quando aceita uma oferta de conteúdo do seu site ou blog. Esse aceite se dá quando o visitante preenche um formulário com os seus dados de contato, para acessar um e-book, assinar sua newsletter ou solicitar um contato da sua equipe de vendas. A partir desse momento, ele é um lead na sua base.

Mensurar quantos visitantes se convertem em leads é fundamental para entender como a sua estratégia está funcionando. Se muitas pessoas confiam o bastante na sua empresa para fornecer seus dados pessoais de contato, isso indica que as suas ofertas estão atrativas e gerando valor para o seu público!

A taxa de conversão de visitantes em leads é medida em porcentagem, e é a primeira métrica essencial para acompanhar na sua estratégia de Inbound Marketing.

Taxa de conversão de leads em oportunidades

De maneira semelhante, é importante acompanhar como os leads caminham no seu funil de vendas. Depois que um visitante se torna lead, ele precisa ser nutrido e conduzido pelas demais etapas do funil, para se tornar uma oportunidade de venda e uma venda de fato.

Oportunidades são aqueles leads com alto potencial de adquirir o seu produto ou serviço. Em geral, uma oportunidade aparece quando o lead se interessa de fato pela sua solução, solicitando um contato direto da sua equipe de vendas ou um trial, por exemplo. As oportunidades são leads mais maduros, mais preparados para receber uma oferta de venda.

Abordar uma oportunidade com uma proposta de venda pode ser muito mais assertivo do que fazer o mesmo para um lead recente, que só demonstrou interesse em seus conteúdos.

Por isso, acompanhar a conversão dos leads em oportunidades é fundamental para verificar se a sua estratégia de nutrição está realmente operando da melhor maneira. Se chegam muitos leads à sua base, mas poucos se convertem em oportunidades, quer dizer que não estão sendo nutridos o suficiente ou você está atingindo o público errado.

Da mesma forma que com leads, devemos olhar para o percentual de leads que se torna oportunidade. Já o percentual de fechamento de vendas não é uma necessariamente uma métrica do Inbound, mas pode indicar alertas no seu processo de vendas. Se você consegue gerar muitos leads e muitas oportunidades, mas finaliza poucas vendas, algo no processo comercial não está alinhado com o restante da estratégia.

CAC

Você sabe o quanto custa para atrair cada cliente até sua empresa? Através do CAC, o Custo de Aquisição de Clientes, é possível chegar até esse valor. Em uma estratégia de Inbound Marketing, cada investimento tem peso nos resultados esperados, e para que seja possível melhorar e escalar a operação é essencial saber se os investimentos estão gerando retorno.

O CAC é calculado da seguinte forma:

CAC = total do custo com marketing e vendas / total de clientes obtidos

Um CAC elevado significa menos lucro para a sua empresa, uma vez que uma parcela expressiva do ticket da venda é consumida para custear a atração do cliente.

Uma maneira de reduzir o CAC é investir em melhorias de SEO, para depender menos de anúncios e aparecer em melhores posições no Google. Outra estratégia é oferecer conteúdos ricos e materiais de conversão bem trabalhados, para atrair visitantes e convertê-los em leads de forma orgânica. Por fim, segmentar suas ofertas (por interesse, estágio do funil, comportamento de consumo e histórico de navegação) traz assertividade para o processo de atração, tornando a aquisição de clientes muito mais barata.

LTV

LTV (Lifetime Value ou, traduzindo, valor do tempo de vida do cliente) é uma métrica que indica o quanto você fatura com um cliente durante o relacionamento dele com a sua empresa. Esse número indica a necessidade de melhorar as estratégias de retenção e relacionamento com clientes, além de fornecer insights para ofertar novos produtos e serviços.

O seu relacionamento com cada cliente não precisa acabar depois de atrair o visitante, convertê-lo em lead e fechar a venda. O LTV é uma métrica importante porque mostra o potencial que seus clientes têm de fazer novos investimentos nos seus serviços, e quando analisado em conjunto com o CAC pode indicar se a empresa gasta mais para atrair clientes do que para retê-los.

O valor do LTV nunca deve ser menor que o do CAC. Afinal, o cenário ideal para a maioria das empresas é ter clientes que sempre compram delas, que são fidelizados e até ajudam a promover a marca.

O LTV é calculado assim:

LTV = Valor ticket médio x Tempo de retenção de clientes

Ele é obtido como um valor absoluto, assim como o CAC.

ROI

A sigla ROI vem da expressão “Return On Investment”, que significa Retorno sobre Investimento. Essa métrica é utilizada para uma empresa descobrir o quanto ganhou ou perdeu em cada investimento feito.

O ROI é a forma mais segura de saber se um investimento foi inteligente, precisa de ajustes ou pode ser suspenso. O cálculo é o seguinte:

ROI = (ganho obtido – valor investido) / valor investido x 100

O ROI pode ser analisado como um valor absoluto ou como porcentagem, sendo mais comum o uso do valor em porcentagem.

No caso do ROI de uma estratégia de Inbound Marketing, é importante sinalizar que o retorno desses investimentos pode levar mais tempo do que outras ações mensuradas na sua empresa. Uma campanha de mídia paga, por exemplo, pode te gerar um retorno imediato muito maior que o ROI do marketing de conteúdo.

Entretanto, os resultados do Inbound Marketing, apesar de tomarem tempo para se estabelecerem como viáveis, acabam sendo duradouros, mais que outras ações de retorno rápido.

É por isso que, em muitos casos, conjugamos estratégias de retorno imediato com as ações de Inbound. Porém, a ideia do Inbound Marketing é, ao longo do tempo, construir uma estrutura em que o seu produto se vende quase que sozinho. Você investe em conteúdo, nutrição e relacionamento, e o seu cliente percorre o funil de vendas por si só, quase sem a sua intervenção. Assim, o ROI de uma estratégia de Inbound bem desenvolvida pode até levar tempo para aparecer, mas pode superar as suas expectativas!

Livros para aprender Inbound Marketing

Ler o que os especialistas sobre Inbound Marketing têm a dizer é fundamental para quem trabalha com a estratégia. Alguns livros trazem informações e insights valiosos que podem ser aplicados ao conteúdo produzido. Veja três títulos indispensáveis na prateleira:

  • Marketing de Permissão (Seth Godin) – Seth Godin é um dos grandes nomes do Inbound Marketing. Neste livro, o autor defende o ponto de vista de que o marketing não deve interromper as pessoas. Pelo contrário, deve fazer com que os consumidores aceitem a mensagem e se envolvam com ela, desenvolvendo uma relação de confiança com a marca;
  • A Cauda Longa (Chris Anderson) – Chris Anderson é físico e era editor-chefe da revista americana Wired, especializada em ciência e tecnologia, quando lançou o livro A Cauda Longa. Na obra, o autor investiga a profusão de produtos no mercado e o surgimento de nichos de consumo cada vez mais segmentados. A partir dessa reflexão, mostra as oportunidades que surgem desses nichos e vislumbra tendências futuras.
  • Everybody Writes (Ann Handley) – Um dos nomes mais influentes do marketing digital, Ann Handley tem experiência há mais de 15 anos na área de marketing. Neste livro, a autora parte do princípio de que todas as pessoas são escritores em potencial. Ela, então, ensina como criar bons conteúdos para impulsionar a presença online das empresas e, é claro, gerar vendas.

Cursos para aprender Inbound Marketing

Quem quiser aprender sobre a metodologia Inbound pode fazer cursos online, alguns gratuitos. Conheça os principais disponíveis atualmente:

  • HubSpot Academy – A plataforma oferece certificação gratuita, com aproximadamente 4 horas e meia de conteúdo, divididas em 12 vídeo-aulas. Entre os tópicos abordados estão SEO, blog posts, e-mail marketing, mídias sociais e estratégias Inbound.
  • Resultados Digitais – O curso é um dos mais extensos. São mais de 30 vídeo aulas que totalizam aproximadamente 7 horas e meia de conteúdo. Diferentemente dos dois cursos anteriores, que são gratuitos, este custa R$ 599 (valor em março de 2018).
  • Universidade Rock Content – O curso gratuito é dividido em 9 tópicos, que abordam questões como a estrutura do Inbound Marketing, SEO, marketing de conteúdo, estratégias em mídias sociais e análise de resultados.

Ferramentas para fazer Inbound Marketing

Para fazer Inbound Marketing, é preciso dominar estratégias como SEO (otimização para mecanismos de busca), planejamento de palavras-chave e saber analisar os resultados das ações. Confira ferramentas que podem te ajudar nesse sentido:

  • SEMrush – essa ferramenta é utilizada para análises de SEO. Com ela, é possível identificar as palavras-chave que seu site está ranqueando nos mecanismos de busca e até analisar sua concorrência;
  • Keyword Planner – integrado ao Google AdWords, esse planejador de palavras-chave mostra quais as palavras relacionadas ao seu negócio que são mais buscadas na internet. Essa ferramenta é usada para escolher as melhores palavras-chave para trabalhar no conteúdo de seu site;
  • Google Analytics – uma das partes mais importantes da estratégia Inbound é a análise. E o Google Analytics fornece informações detalhadas sobre o desempenho de suas publicações, landing pages e outros conteúdos.

Além disso, os fluxos de Inbound necessitam de ferramentas de automação, que auxiliam na comunicação entre empresa e leads, além de possibilitarem a mobilidade do lead entre as diferentes etapas do funil.

A tecnologia é uma aliada do Inbound Marketing. Há uma série de ferramentas que podem ajudar com mais praticidade, principalmente porque a visão completa do funil de vendas fica comprometida quando os processos são manuais.

Conheça algumas das mais populares:

  • RD Station –  o RD Station é um dos softwares de referência quando o assunto é automação de marketing. Dentro de uma única ferramenta você consegue estruturar um funil completo de vendas, com estratégias de atração, páginas de conversão, relacionamento com leads e clientes e mensuração de dados.
  • Salesforce Pardot – o Pardot é uma ferramenta de automação de marketing da Salesforce, mais conhecida por seu software CRM, o Sales Cloud. Ele cumpre todas as funções importantes de geração e gestão de leads, com a grande vantagem de se integrar muito bem ao CRM e oferecer uma visão ampla de dados de marketing e vendas.
  • Leadlovers – a Leadlovers é uma plataforma de automação de marketing com foco em relacionamento e funciona muito bem para e-commerces e produtos digitais. Ela permite integrações com as principais plataformas de afiliados do mercado, além de ferramentas de pagamento online.
  • Mautic – o Mautic é uma plataforma de automação de marketing open source, o que significa que ele é totalmente customizável. Além de todas as funções de atração de leads, gestão e mensuração de resultados, você pode baixar e instalar o código da versão gratuita nos seus servidores e alterar a ferramenta conforme as suas necessidades, ou adquirir a versão paga, hospedada nos servidores do Mautic.

Saiba mais

Para saber mais sobre Inbound Marketing, que tal conversar com quem é especialista no assunto? A equipe da Surfe Digital está pronta para tirar todas as suas dúvidas. Entre em contato agora mesmo!

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